Evento reuniu representantes da sociedade civil, do meio acadêmico, do setor privado e de governo no Palácio Capanema.
A Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) participou, no início da semana, do evento “Agenda Rio 2030 – Conclusão da Revisão do Plano de Desenvolvimento Sustentável e Ação Climática Carioca (PDS)”. Promovido pela Secretaria Municipal da Casa Civil no Palácio Capanema, no Centro do Rio, nos dias 14 e 15. O encontro marcou o encerramento do processo de revisão do principal instrumento estratégico de planejamento sustentável do Município do Rio de Janeiro.
Em nove mesas temáticas foram abordados temas como: planejamento de longo prazo, justiça climática, adaptação a inundações e ondas de calor, direito à cidade sensível ao gênero, infância no planejamento urbano e vozes dos territórios.
A iniciativa representou um momento de apresentação dos resultados alcançados, consolidação de contribuições recebidas ao longo do processo participativo e fortalecimento do compromisso da cidade com uma agenda de desenvolvimento urbano sustentável, inclusiva e resiliente.
Presente a uma das mesas de debate, o secretário municipal de Assistência Social, Augusto Ribeiro, falou sobre a atuação e a expertise das equipes da SMAS em casos de desastres climáticos.
“O risco climático não deixa de ser um risco social. As pessoas que são mais atingidas são as que estão em situação de vulnerabilidade: idosos, gestantes, pessoas em situação de rua e comunidades tradicionais. Nesses casos, o Estado tem que entrar com a infraestrutura. A Secretaria de Assistência oferece uma série de serviços, como atendimentos sociais, cadastro de famílias, acesso à segunda via de documentos e encaminhamentos para outras pastas, como Saúde e Habitação, em caso de pedido de aluguel social, por exemplo”, explicou Augusto Ribeiro.
Dados de 2026
De acordo com dados do Sistema Integrado de Gestão de Riscos (SIGR), as mulheres representam 73% dos representantes de famílias afetadas por riscos climáticos e 64% delas se autodeclaram negras. O perfil dos usuários também aponta para 83% de pessoas adultas e 16% de pessoas idosas entre estes representantes.
O secretário apresentou os números relacionados ao risco climático em 2026, até o momento, na cidade do Rio:
- 3.502 famílias foram afetadas por catástrofes naturais (87,7% do total);
- 548 famílias ficaram desalojadas e 13 desabrigadas;
- cinco bairros foram mais afetados (68,9%): Santa Cruz (32%), Acari (16%), Manguinhos (10%), Guaratiba (7%) e Parque Colúmbia (3,5%);
- 60% das famílias já tinham acesso ao Cadastro único (CadÚnico);
- 1.601 famílias (40,07%) relataram perdas materiais (mobiliários, eletrodomésticos e fonte de renda).
“Os vínculos talvez sejam a questão mais importante na acolhida. Quando se perde a casa, perde-se o vínculo material, com a família…É fundamental ouvir a população local, para fazer com que as pessoas entendam os riscos. É muito importante essa participação social”, destacou o secretário.
FOTOGRAFIAS: Mariana Rocha / Divulgação / SMAS











