Iniciativa leva a poesia às unidades da SMAS e já incentivou acolhidos a lançar uma revista em fevereiro.
Uma festa realizada na Base da Abordagem Especializada 24 horas, no Rio Comprido, marcou o aniversário de um ano do Projeto Super-Ação, na quinta-feira (dia 28). Criado pelo escritor Leo Motta, assessor na Coordenadoria Geral de Pessoa em Situação de Rua (CGPR) da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS), a iniciativa tem levado o acesso à cultura para os acolhidos da rede, com oficinas poéticas.
“A cultura é um dos meios mais fáceis de transformar a sociedade. Essa gestão trouxe à secretaria a possibilidade de levar a cultura para dentro dos equipamentos, fazer passeios. Isso é fantástico! Parabéns ao projeto! Espero que ele seja contínuo, em toda a existência da SMAS”, elogiou o secretário municipal de Assistência Social, Augusto Ribeiro.
Em fevereiro, o projeto lançou a revista Da Calçada, editada pela SMAS e publicada pela Imprensa da Cidade (a Empresa Municipal de Artes Gráficas), com tiragem de mil exemplares e 46 poesias de autoria coletiva. As obras foram selecionadas a partir de 41 oficinas de poesia promovidas entre junho e setembro de 2025, com participação de 654 homens e mulheres.
Apresentação na Bienal
Na Bienal do Livro do Rio, no ano passado, Leo Motta, que já viveu em situação de rua, lançou o último livro da trilogia Há Vida Depois das Marquises. Na ocasião, nove acolhidos participaram de um sarau poético, declamando versos.
“Eu pensei num projeto que pudesse ser voltado para aquelas pessoas que estivessem passando por tudo aquilo que superei. Queria fazer por elas o que um dia eu quis que fizessem por mim. Neste um ano foram várias palestras, ações de empoderamento feminino e passeios a pontos culturais e turísticos, além de 68 rodas de conversa – 41 delas com oficinas poéticas”, lembrou Leo Motta.
FOTOGRAFIAS: Mariana Rocha / Divulgação / SMAS











