Nova fase de iniciativa da SMAS terá 31 profissionais atuando com adolescentes e jovens em cumprimento de medidas socioeducativas nos 14 CREAS da rede.
A Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) promoveu na sexta-feira (19) o treinamento de tutores para o Projeto Passo a Passo, na Biblioteca Municipal Annita Porto Martins, no Rio Comprido. A iniciativa, criada em 2024, é destinada a adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto, por determinação judicial, na cidade do Rio de Janeiro. Nesta nova edição, o número de profissionais será ampliado de 20 para 31.
Atualmente, 694 adolescentes e jovens estão em cumprimento de medidas no município. Os tutores serão responsáveis por desenvolver atividades com os adolescentes e jovens, nos 14 Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) da rede em que eles são acompanhados, em três categorias de cursos: Técnicas de Disc-Jóquei (DJ), Sonorização e Iluminação; Musicalização, com ênfase nos ritmos Rap, Trap e Hip Hop; e Produção Audiovisual.
Executado pela Subsecretaria de Proteção Social Especial da SMAS, por meio da Gerência de Medidas Socioeducativas, o Passo a Passo é financiado com recursos do Fundo Municipal para Atendimento dos Direitos da Criança e do Adolescente (FMADCA) – gerido pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA).
Garantia de direitos
O projeto tem papel de tutoria no processo socioeducativo do grupo e fortalece a vinculação dos adolescentes e jovens com o espaço institucional, além de facilitar a promoção do acompanhamento deles na garantia de direitos sociais mínimos; na construção da autonomia; e na manutenção da liberdade civil.
“Uma vez criado o vínculo ao atendimento socioeducativo, se constrói a lógica do pertencimento capaz de gerar novas perspectivas de futuro para eles. Como principal resultado, temos a permanência de mais de 92% do grupo nas atividades todo mês. O projeto também permite o acesso dos adolescentes às oportunidades de escolarização; aprendizagem própria; documentação; frequência a espaços culturais; desenvolvimento de habilidades e projeção de competências, a partir da aquisição de novos repertórios”, explica Magna Lopes, gerente de medidas socioeducativas da SMAS.
FOTOGRAFIAS: Divulgação / SMAS











