Evento aconteceu nesta quinta-feira, com o tema “Mulher, força que floresce na pressão”.
A 8ª Coordenadoria de Assistência Social (CAS) promoveu, na manhã desta quinta-feira, dia 12, o 2º Encontro de Mulheres, com o tema “Mulher, força que floresce na pressão”. Num auditório lotado da UniSãoJosé, em Realengo, homens e mulheres assistiram à palestra da secretária municipal de Assistência Social, Martha Rocha, que abordou a evolução do atendimento às vítimas de violência.
O reitor Antônio Charbel José Zaib ressaltou a crescente presença feminina em todos os cursos da UniSãoJosé e deu as boas-vindas aos participantes do encontro, antes de passar a palavra para a coordenadora da 8ª CAS, Rosilaine Rabelo, que convocou a secretária para compor a mesa.
Cultura da violência
Em sua fala, Martha Rocha relembrou casos de vítimas atendidas em suas passagens por delegacias da capital e da Região Metropolitana, e a criação das DEAMs (Delegacias de Atendimento à Mulher), em 1986; elogiou as campanhas atuais contra o feminicídio, com a participação dos homens; e mostrou dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública – que reúne dados de todos os registros de ocorrência de delegacias do país.
“Somente em 2025, 1.568 mulheres morreram no país, ou seja, quase cinco por dia. A violência atinge mulheres jovens, idosas, escolarizadas e não escolarizadas, de qualquer religião e classe social. Há um padrão cultural que aceita e tolera a violência à mulher”, afirmou a secretária, que respondeu às perguntas dos participantes.
Cartão da Primeira Infância
Ao fim do evento, a secretária se encontrou com a mãe de uma das famílias beneficiadas pelo Cartão da Primeira Infância Carioca, em novembro. Sara Rodrigues Fraga, de 34 anos, falou sobre a contribuição do benefício na alimentação dos filhos Celso Jr, de 2 anos, e Sophia, de 7.
Essa semana, o benefício, criado pela Prefeitura do Rio em outubro, completa cinco meses. Podem receber o cartão-alimentação – no valor de R$ 200 e aceito em mais de 1.500 estabelecimentos na cidade – as famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) que não recebam o Bolsa Família; que tenham renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa; e ao menos uma criança com idade entre 0 e 4 anos em casa.
“O cartão me dá um conforto maior para as necessidades das crianças. Quando acaba a compra do mês, ele salva: traz a fruta, o iogurte, o biscoito…”, listou Sara.
FOTOGRAFIAS: Renan Areias / Divulgação / SMAS











