O dia 15 de maio marca, no Brasil, o Dia do Assistente Social — uma data que vai além da celebração. É um momento de reconhecer profissionais que, diariamente, lidam com algumas das situações mais complexas da sociedade com escuta, técnica e, sobretudo, humanidade.
No cotidiano das cidades, especialmente em grandes centros urbanos como o Rio de Janeiro, o trabalho do assistente social é essencial no enfrentamento das desigualdades. É esse profissional que está na linha de frente, acolhendo, orientando e construindo, junto a cada pessoa, caminhos possíveis em meio a trajetórias frequentemente marcadas por perdas e rupturas.
Na realidade da população em situação de rua, esse papel se torna ainda mais evidente. São histórias atravessadas por desemprego, rompimento de vínculos familiares, dependência química e transtornos mentais. Diante de cenários tão desafiadores, o assistente social não oferece respostas prontas — oferece presença, escuta qualificada e a construção paciente de confiança.
Esse trabalho, muitas vezes silencioso, sustenta a política de assistência social. É ele que transforma serviços em acolhimento, programas em oportunidades e políticas públicas em possibilidades reais de recomeço.
A Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) atua diariamente em todas as regiões da cidade com equipes que realizam abordagens sociais e oferecem acolhimento à população em situação de rua. Mas é importante reconhecer: por trás de cada atendimento, há um profissional que insiste, retorna e tenta novamente — respeitando o tempo e a decisão de cada pessoa.
As políticas públicas são fundamentais para dar suporte a esse trabalho. Iniciativas como o Cartão PIC (Primeira Infância Carioca) ampliam a proteção social de famílias em situação de vulnerabilidade, contribuindo para a segurança alimentar e a manutenção de condições básicas de dignidade. O programa Tô de Boa atua em cinco comunidades, oferecendo oficinas de proteção social e formação profissional, além de bolsas para adolescentes e jovens em situação de alta vulnerabilidade. A proposta é abrir caminhos reais de desenvolvimento e oportunidades. Com isso, busca-se reduzir o envolvimento com a criminalidade, fortalecer vínculos familiares e comunitários e promover a cultura da paz, contribuindo para a diminuição da violência urbana.
Esses instrumentos são fundamentais, mas só ganham pleno sentido quando encontram profissionais preparados para fazer a ponte entre o direito e o cidadão.
Valorizar o assistente social é reconhecer a dimensão desse trabalho — técnico, persistente e profundamente humano. É entender que a transformação social não acontece de forma imediata, mas se constrói no dia a dia, na escuta, no vínculo e na confiança.
Neste 15 de maio, a Secretaria Municipal de Assistência Social presta seu reconhecimento a todos os assistentes sociais que atuam na cidade do Rio de Janeiro. Profissionais que, com dedicação e compromisso, ajudam a reconstruir caminhos e a reafirmar, todos os dias, a dignidade de cada pessoa.
Porque acolher pessoas — especialmente as mais vulneráveis — é, antes de tudo, um ato de responsabilidade e humanidade.
Por Augusto Ribeiro, Secretário Municipal de Assistência Social
DIREÇÃO DE ARTE: Alex Avilez / SMAS / Divulgação











