
Secretaria Municipal de Assistência Social aumenta número de abordagens e cria mais 250 vagas em equipamentos da rede.
O acolhimento institucional a pessoas em situação de rua no município do Rio aumentou 269% nos sete primeiros meses de 2025, em relação ao mesmo período do ano anterior. O número saltou de 12.366, de janeiro a julho de 2024, para 33.279, neste ano. O resultado se deve a mudanças na estratégia da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS), que reforçou a busca ativa, e à criação de dez Polos de Abordagem Social (PAS). O crescimento do acolhimento, porém, não quer dizer que haja mais gente em situação de rua, porque uma mesma pessoa pode ser acolhida mais de uma vez.
Os PAS fazem crescer a frequência das abordagens sociais, somando-se às ações que já vinham sendo realizadas pelas equipes que atuam 24 horas, de dia e de noite, sete dias por semana. Os novos polos abrangem Centro; Zona Sul e Tijuca; Méier; Ramos; Madureira; Irajá; Taquara; Realengo; Campo Grande e Santa Cruz. Para fortalecer a atuação na rua, educadores sociais que trabalhavam em setores administrativos foram deslocados ao atendimento no campo. Paralelo a isso, a SMAS tem promovido a qualificação dos profissionais, para um convencimento mais eficaz da população em situação de rua a aceitar os serviços ofertados pela Prefeitura, já que o acolhimento, por lei, não é obrigatório.
Em 2025, o número de vagas de acolhimento nas unidades da rede de assistência do município também se ampliou. Foram criadas 250 em caráter permanente e outras 160 temporárias, para reforçar o atendimento durante os meses de frio mais rigoroso no inverno.
– Tão importante quanto aumentar o número de vagas é aumentar o nosso atendimento na rua e, com isso, a possibilidade de acolhimento. Porque a melhor coisa para alguém em vulnerabilidade é aceitar o acolhimento, que não se restringe a ter um teto. É, antes de tudo, a possibilidade de receber um atendimento multidisciplinar para conseguir um emprego e alcançar autonomia e cidadania – afirma a secretária municipal de Assistência Social, Martha Rocha.
Na prática, o reforço na busca ativa e a ampliação das vagas significam que mais pessoas passam a ter acesso a ações de inclusão oferecidas pela SMAS. Os educadores sociais vão mais vezes ao encontro da população em vulnerabilidade, em vez de esperar pela procura espontânea do acolhimento. Quando aceitam seguir para um equipamento da Assistência Social, pessoas em situação de rua são encaminhadas a tirar documentos (carteira de identidade e de trabalho, por exemplo); recebem dicas sobre Cadastro Único (CadÚnico) e benefícios sociais; passam por tratamento de saúde física e mental, numa parceria da SMAS com a Secretaria Municipal de Saúde; e ganham oportunidades de estudo, capacitação profissional e trabalho.
– Nossa missão de tirar da rua é para dar uma chance de um novo caminho, por meio do emprego. Temos casos de sucesso, de gente que mudou de vida. Estamos sempre tentando convencer pessoas em vulnerabilidade a deixar a rua e buscando parceiros que acreditem nelas e ofereçam vagas de trabalho – conclui a secretária.
FOTOGRAFIAS: Wanderson Cruz / SMAS / Divulgação